Como já dito no prefácio, a intenção aqui é não ficar de braços cruzados esperando que o Brasil se torne um país melhor, essa ambição é da época dos meus avós e convenhamos no mínimo 50 anos depois nenhuma mudança muito aparente foi feita, mas o que eu já percebi é que não agir ajuda pra que a possível mudança se transforme em impossível.Esquivando-me de demagogias e falsos objetivos relembro a interpretação que fiz do comentário de João Milton Padilha,outro idealizador do blog,que dizia basicamente o seguinte: ‘’seria muita pretensão querer mudar a sociedade, mas fazendo a minha parte poderei dormir mais tranquilo’’.
Com estas palavras oportunas dou inicio a meus comentários com um exemplo, reparei hoje em minha casa que torneira da pia da cozinha estava torta, não a torneira toda, mas a ponta que direciona o jato d’água. Passei por ela duas vezes e com negligência decidi corrigir aquilo só quando fosse usar a torneira, resultado: abri a torneira pra lavar um copo e levei um banho. A principio soa engraçado, mas serve pra exemplificar o nosso ‘’câncer’’ social, já parou pra pensar que a sociedade brasileira vem levando ‘’banhos e mais banhos’’ a muito tempo ? E nossa ação contra isso é sempre se secar rindo da situaçao e nunca consertar a torneira.
Minha análise desta questão se fundamenta no pensamento egoísta que endereçamos ao alicerce da sociedade, que somos nós, os jovens. Nossos pais têm aquelas ambições lindas e naturais onde sonham em nos ver bem sucedidos, com bons salários convertendo aos nossos próprios bolsos o esforço que eles fizeram para investir em nossa educação, soa até poético. Que fique claro aqui que não estou dizendo que nossos pais são egoístas, pelo contrário, o que quero dizer é que poucos pais sonham para os filhos papéis importantes para A SOCIEDADE, também não estou dizendo que é o certo, mas poucos pais sonham em ver seus filhos lá no Haiti, definitivamente não é esse o futuro que os pais querem para seus filhos, ninguém quer que seus filhos sirvam de líderes para algo socialmente notável, mas fica a pergunta e estes líderes revolucionários que lutaram tanto por nossa liberdade, o que a sociedade achava deles?
Agora respondendo a pergunta que titula este pensamento, qual é o papel social do incentivo, eu diria que ele ajuda mais do que parece, mais uma vez gostaria de tomar a liberdade de citar mais um exemplo, tenho um desejo alegado de no futuro prestar prova para o Ministério Público para a qualidade de Promotor de Justiça e frequentemente faço comentários desta natureza com meu professor Dr. José Luiz que por sinal é Promotor de Justiça e minha resposta acerca desta ambição é sempre positiva, com comentários de incentivo, provando que é possível. Esta situação me apresenta algumas óticas mesmo que não tenha sido talvez a intenção eu aprendi várias lições com esse simples incentivo corriqueiro.Com este tipo de atitude ficou claro pra mim o que o papel social da profissão competente para agir diretamente em nosso meio é muito maior do que os caprichos que essa qualidade proporcionam.Observo aí um cidadão com visão apurada para perceber que a sociedade precisa de pessoas muito bem capacitadas e com bom senso para atuarem nas funções norteadoras do comportamento social, e se me fosse perguntada uma maneira eficaz de se obter isso, eu diria: ‘’apostando nos profissionais do futuro’’.E é assim que se faz incentivando, mostrando que é possível, se antes eu não acreditava em mim mesmo agora eu acredito, e também acredito na sociedade, que eu posso fazer algo por ela.
Agora percebam o ciclo vicioso que é isso, o bem atrai o bem, é só alguém incentivar, ou popularmente, ‘’dar um empurrãozinho’’.
sábado, 8 de maio de 2010
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Lendo um livro dedicado ao Cazuza e as suas composições, eu me deparo com "O tempo não pára" e assim como a ideia sua Julio, o nosso Cazuza nos presenteia: " ...Eu vejo o futuro repetir o passado..." dessa forma eu tento te convencer que lá nos anos 80 eles já cobravam mudança para nossa essa sociedade. E mais uma vez concordando com seus argumentos eu acredito nos "profissionais do futuro" e mais ainda eu acredito numa revolução na educação que será a semente desses profissionais.
ResponderExcluirNão é preciso um discurso aqui para que as pessoas se convençam que a educação muda não só o nosso país, mas qualquer tipo de sociedade.
O nosso país é extramente e desesperadamente atrasado em educação, para ser mais precisa basta fazer uma análise. Tivemos algum avanço no governo de Getulio, mais isso aconteceu por volta de 1942 e de lá pra cá somos cobáias de "soluções relâmpago" como notamos nesse último ENEM.
Tentando resumir eu acredito nos tais profissionais ditos pelo Julio. Mas creio que só os alcançaremos criando uma base educativa voltada para a analise e o senso crítico da sociedade. Não acredito numa escola que educa um aluno para gravar centenas de fórmulas com entuito de um vestibular (que também possui questionamentos sob os métodos avaliativos). Enfim na luta por uma nova educação!